Resto eu, a piquena patusca astuta, simpática, girérrima, imodesta mas muito realista Mor, só e abandonada, à espera das outras bolhas…
sábado, 12 de maio de 2018
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Mr. Boho
O meu querido bolhão encomendou três pares de óculos verdadeiramente espetaculares. Uns para ele, outro para mim... Por sorte deu-se mal com as lentes, resultado ficaram todinhos para mim... Gosto especialmente destes.
Bom dia, boa sexta!
Dia da Mãe
Quando o fomos buscar, o nosso E. agarrava um cartão com um grande coração encarnado.
"É para a tua marida", disse orgulhosamente ao Pai.
A transbordar de amor.
Bom fim-de-semana!
quinta-feira, 10 de maio de 2018
Wilt
Um livro maravilhoso que me fez rir a bandeiras despregadas. Não conhecia este autor mas estou tentada a comprar todos os livros que tiver publicado.
Delicioso! Boas leituras...
Lasst Mich Allein
A música sempre fez parte da minha vida. Na minha infância houve sempre musica. Ao fim do dia o domínio era da minha Mãe, chegavamos a casa o gira discos estava ligado, entre os banhos e o jantar tinhamos tempo para dançar, oscilavamos entre a ópera, música francesa e jazz.
Aos fins-de-semana, entre algumas cachimbadas e leituras de jornal, era a vez do meu Pai escolher a música, classica, jazz, blues e bossa nova...Tinha obrigação de ter uma bagagem musical muito maior do que a que possuo.
Na adolescência ouvia as músicas da modas mas nunca fui ferranha nem usava as poupanças para comprar musica, gastava tudo em livros.
Infelizmente, nos dias de hoje a música faz menos parte da minha vida. Basicamente oiço no carro, em percursos curtos. Depois ando sempre a correr, a sentir-me o Coelho apressado da história de Alice no País das Maravilhas. Devo abrandar e tentar saborear as coisas boas da vida mas por vezes este ritmo tão frenético não dá tréguas e os dias, semanas, meses, anos vão passando...
Vou ouvir mais musica, até porque os meus filhos adoram e desembaçia-nos a alma.
Escrevo estas considerações ao som da música preferida do meu Pai que, tal como eu é um romantico contido. A musica é trágica e melancólica e foi escrita por Dvořák para o seu primeiro amor (não correspondio), a sua cunhada Josefina Čermáková. Uma história fascinante. Pode-se ler mais aqui.
Bom serão!
Datai Bay
Foram dias maravilhosos, cheios de momentos mágico, passeios, depertar preguiçosos, abraços apertados...
Praia quase vazia, chovia de noite ou de manhã bem cedo, à nossa medida...
Se forem para Langkawi fiquem em Datai Bay. Experimentamos outra praia mas não se compara.
Bom dia!
quarta-feira, 9 de maio de 2018
Nothing compares 2 U
Prince é um dos meus musicos preferidos e tem musicas muito actuais.
Para ouvir e saborear.
Bom dia!
fashion victim
terça-feira, 8 de maio de 2018
Langkawi
Fomos adiando esta viagem muitas vezes. É uma grande estopada não haver voos directo de Macau para uma distância tão curta. Acabamos por perder 2 dias a viajar...
Mas valeu a pena... A praia do nosso primeiro hotel, Datai Bay, era linda e os batatinhas divertiram-se à grande. Passaram os dias todos dentro de agua. A Loufuzinha andou 120 vezes no escorrega da piscina e o menino E. 80. Caçaram caranguejos, apanharam buzios, fizeram bodyboard, snorkeling, corrida e ainda viram macacos.
A ilha não está estragada pelo turismo e não há nada para comprar (as carteiras agradecem) e apanhamos óptimo tempo.
Bom dia!
quinta-feira, 26 de abril de 2018
Mais uma volta, mais uma corrida!
Num instante cheguei a metade da vida. No melhor dos cenário. Ainda me falta plantar uma árvore, escrever um livro, fazer uma viagem de autocaravana, comprar uma casa na praia e outros tantos clichés que não estão ainda na lista. Filhos tenho dois que são a minha perdição.
De partida para férias agendo as celebrações para daqui a um mês. Espero que sejam de arromba, junto dos que me são queridos, em especial os meus pais e o Bolhão que são os melhores companheiros de caminho.
Venham mais 45 tão bons, se faz favor.
Parabéns a mim!
quarta-feira, 25 de abril de 2018
Amando
Amando
fazemos juntos
o presépio,
com musgo, pinhas,
ervilhaca.
E ovelhas
procurando
pelos lábios
o campo
um do outro.
E pão, mel,
courelas
que renascem
da geada,
semoventes.
E o mesmo
hálito, calor
de dois animais,
nosso fazemos
aquele Filho.
António Osório, in 'O Lugar do Amor'
fazemos juntos
o presépio,
com musgo, pinhas,
ervilhaca.
E ovelhas
procurando
pelos lábios
o campo
um do outro.
E pão, mel,
courelas
que renascem
da geada,
semoventes.
E o mesmo
hálito, calor
de dois animais,
nosso fazemos
aquele Filho.
António Osório, in 'O Lugar do Amor'
sexta-feira, 20 de abril de 2018
Tia C.
Há pessoas que fazem parte da nossa vida desde que nos lembramos de existir. Sempre estiveram connosco, nas festas, nas noites de verão, nas tardes no guincho, em jantares de amigos, viram os nossos primeiro passos, o nosso crescimento e as fases da gaveta, assistiram ao nosso casamento, vibraram com o nascimento dos nossos filhos. Sem serem os nossos pais são muito parecidos com eles, carinhosos e amigos, por serem os seus grandes amigos.
Partiu hoje uma pessoa especial, finalmente em paz mas que vai fazer falta e deixa mágoa.
Da minha meninice vou lembrar-me da voz e da maneira de falar despachada e muito própria, da gelatina aos quadrados e dos abraços apertados com que sempre nos saudava.
Porque também sou mãe e porque era a Mãe do melhor amigo de sempre do meu irmão, lembrei-me deste poema, tão triste como verdadeiro.
"Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho."
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho."
terça-feira, 17 de abril de 2018
Voaram 19 anos
Foi mais ao menos por esta altura. Depois dos anos do meu Pai e antes de fazer 26 anos.
Vim no voo da Klm (o mais barato e o que chegava às 6 da manhã) e tinha o meu querido Pai à minha espera no aeroporto. Ainda não havia jet foil directo para Macau. Seguiram-se grande abraços, risadas e muitas conversas até chegar a Macau.
Aterrei em Hong Kong, uma miuda gira, recém licenciada, sorridente, inconsciente, alegre, cheia de vontade de trabalhar e uma mala com 20 kg.
Depois de 2 anos a viver com o meu irmão, voltei a viver com os meus pais, das épocas mais felizes e despreocupadas da minha vida. Mimo a mais e tudo organizado para a "menina" ser feliz. Tão bom!
Passado um mês da minha chegada, estava a trabalhar tão ferozmente que me doiam as costas por estar tanto tempo sentada à secretária no escritório.
Habituei-me rapidamente a Macau, aceitei como mais uma etapa da minha vida. Fiz facilmente amigos. Não notei as diferenças pois para mim era um local de férias, onde encontrava a família e tinha tão boas recordações.
Neste intervalo, os meus pais partiram, mudei de emprego, viajei, apaixonei-me, casei, os meus pais voltaram e tive dois filhos lindos.
Parece que estamos de parabéns, Macau!
quinta-feira, 12 de abril de 2018
45 e o melhor ainda está para vir...
Tenho um marido com 45 anos.
Mais velho que eu duas semanas e que faz sempre anos no mesmo dia da semana que eu. Há coincidências...
Com o passar do anos o meu Dandy está cada vez melhor mas continua com um coração de ouro.
terça-feira, 10 de abril de 2018
Borderliner
Leitura de Março
Continuo a adorar ler mas tenho pouco tempo para o fazer. Não existem muitas horas mortas em minha casa... No mês passado consegui a proeza de ler dois livros.
"Para lá do Inverno", um romance de Isabel Allende com dois protagonistas maduros... Gostei mas achei-o levezinho. Um livro para ler na praia. A reter a frase de Albert Camus que serve de mote para este livro:
"No meio do inverno, aprendi por fim que havia em mim um verão invencível."
O segundo livro, "Se Conhecessem a Minha Irmã...", é triller psicológico, não muito bem conseguido. Teve o condão de me fazer lembrar como as crianças podem ser ruins.
Bom dia!
segunda-feira, 9 de abril de 2018
Coração de Mãe
O meu pequenino E. voltou hoje ao colégio depois de 1 mês de ausência... Pediu-me encarecidamente para não o levar. Ainda não estava "bom" para voltar à labuta.
Prometi-lhe que o ia buscar, deixei-o encabulado e voltei com o coração nas mãos.
Bom dia!
Prometi-lhe que o ia buscar, deixei-o encabulado e voltei com o coração nas mãos.
Bom dia!
domingo, 8 de abril de 2018
Um Poema de Amor
Não sei onde estás, se falas
ou se apenas olhas o horizonte,
que pode ser apenas o de uma
parede de quarto. Mas sei que
uma sombra se demora contigo,
quando me pergunto onde estás:
uma inquietação que atravessa
o espaço entre mim e ti, e
te rouba as certezas de hoje,
como a mim me dá este poema.
Nuno Júdice, in "O Movimento do Mundo"
ou se apenas olhas o horizonte,
que pode ser apenas o de uma
parede de quarto. Mas sei que
uma sombra se demora contigo,
quando me pergunto onde estás:
uma inquietação que atravessa
o espaço entre mim e ti, e
te rouba as certezas de hoje,
como a mim me dá este poema.
Nuno Júdice, in "O Movimento do Mundo"
sábado, 7 de abril de 2018
74
Tem sido assim a vida toda, segura-me a mão e espanta os meus medos (desde os pesadelos em pequenina aos receios da idade adulta), dá-me conselhos de ouro que me ajudam a escolher o melhor caminho...
Hoje é dia de festa, muitos parabéns para o meu querido Pai sábio, ternurento, pai galinha!
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