Resto eu, a piquena patusca astuta, simpática, girérrima, imodesta mas muito realista Mor, só e abandonada, à espera das outras bolhas…
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Coelho, primeiras impressões
Fui aos casinos, gostei!
Experimentei um restaurante, o Copa, está aprovadíssimo.
Almocei no Porto Fino "pasta, pizza e basta" e adorei a esplanda... Ideal para os dias de sol de Inverno.
Saí à noite (que maluca).
Fui ao Playboy Club. Está exactamente igual ao bar "the view" (o antigo) com umas coelhas aos saltos. Podiam ter aproveitado e mudado a decoração que continua a fazer lembrar uma bar do "faroeste" americano.
E por falar em esplanadas com sol de Inverno, as saudades que tenho de uma imperial...
Até breve!
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Fidalgos, queques e bétinhos - Miguel Esteves Cardoso
E para inaugurar o ano do coelho, nada melhor do que um texto do fabuloso MEC (onde andará?).
Bom fim-de-semana! Por aqui ainda largamos panchões.
"Os Portugueses têm algo de figadal contra todos os que tenham algo de fidalgal. Como as crianças, confundem muito a fidalguia, que é uma simples condição social, com a aristocracia, que é um sistema político em que o poder pertence aos nobres. E, no entanto, como diria Chesterton, não há mérito automático em ser fidalgo, nem vergonha em pertencer decididamente (como eu) à ralé.
Em Portugal a nossa civilização deve muito a duas classes minoritárias. Ambas são gente simples, com posses reduzidas e educação informal. Refiro-me, obviamente, à plebe e à nobreza. O pretensiosismo dominante, seja proletário ou possidónio, seja triunfalista ou disfarçado, encontra-se nas classes restantes, que constituem a grande maioria da população. Mas um pastor ou um pescador é tão senhor como um fidalgo. Como ele, vê o mundo de uma maneira antiga, em que cada coisa tem o seu lugar, o seu sentido e o seu valor. O pior é o operariado, a pequena, média e alta burguesia: enfim, quase toda a gente. É esta gente que se preocupa com a classe a que pertence. Enquanto o pastor e ovisconde se ocupam, os outros preocupam-se. Os primeiros não querem ser o que não são. Os outros adorariam. Os primeiros aceitam o que são, sem vaidade. Os outros têm sempre um bocadinho de vergonha e por isso disfarçam, parecendo vaidosos.
Quem é fidalgo e quem é que quer ser?
Em Portugal existem três classes distintas. Há a classe dos fidalgos – os meninos “bem”. E depois há duas classes falsamente afidalgadas. Há os meninos “queques”, filhos de pais “queques” mas com avós que não. E há os “betinhos”, filhos de pais que, simplesmente, não.
O “menino bem” é aquele que não sabe muito bem em que século começou a fortuna da família. Geralmente é pobre, com a consolação irritante do passado rico. É muito bem-educado e jamais se lembraria de lembrar aos outros que é “bem”. O “queque” sabe perfeitamente que foi o avô ou o bisavô que abriu a fábrica ou a loja que enriqueceu a família. Geralmente é bastante rico. Embora tenha frequentado os colégios correctos, tem sempre um enorme complexo de inferioridade em relação aos “meninos bem”, o que o leva a fazer-se mais do que é. De bom grado trocaria grande parte da sua fortuna pela antiguidade e pelo prestígio de um bom título.
Finalmente, o “betinho” é aquele cujo pai nasceu pobre, indesmentivelmente operário. O betinho procura dar-se, em vão, com queques e meninos bem, mas a sua educação é formal e institucional, não familiar. É o mais rico de todos, mas é também o mais envergonhado. O betinho por excelência é aquele que não suporta a vergonha de um pai nascido entre o povaréu. Evita apresentá-lo aos amigos. Tudo faz para ocultar a sua proximidade genealógica ao vulgacho.
Tanto o queque como o betinho são o resultado de self-made man, homens que se levantaram pelas próprias mãos, quantas vezes rudes e calejadas e tudo o mais. O menino bem, em contrapartida, nem sequer compreende o conceito de self-made man. Porque é que um homem se há-de “fazer a si próprio” quando houve sempre pessoal, criados e caseiros, para se ocupar dessas tarefas desagradáveis?
Distinguem-se em tudo. A falar, por exemplo. O menino bem usa todas as formas de tratamento, desde “a menina” – A menina vai levar o Jorge ou vai sozinha no Volvo? – até ao “Psst, tu que fumas”.
O queque, por ser menos seguro, trata toda a gente por “Você”, incluindo os criados e as crianças (o que não é correcto, mas parece). O betinho, a esse respeito, está em absoluta autogestão. Tenta tratar mal aqueles que considera inferiores (demasiado mal) e bem aqueles que considera superiores (demasiado bem). No fundo é um labrego engraxado que julga sinal de aristocracia dizer os erres como se fossem guês.
O que caracteriza o menino bem é o seu total à vontade no mundo. Nunca se enerva, nunca hesita, nunca está muito preocupado. Haja ou não dinheiro. O menino bem dá-se bem com a pobreza e encara o sobe e desce da sorte com a naturalidade com que aceita a circulação do sangue pelas veias. Por isso dá-se bem com toda a gente. Nada tem a perder ou a ganhar.
Os queques não são assim. Pensam que nasceram para o brilho baço do privilégio. Vivem obcecados pelo dinheiro já que é o dinheiro que lhes permite comprar todos aqueles adereços (relógios Rolex, automóveis Porsche) que consideram indispensáveis ao seu estatuto social. Um menino bem, em contrapartida, nunca usa relógio – porque é que há-de querer saber as horas? O queque só se dá com pessoas “do seu meio”. Enquanto o menino bem tem aquele rapport feudal com caseiros, varinas e pedreiros, que constitui uma forma multissecular de intimidade, o queque aflige-se em “manter as distâncias” com esse gentião, precisamente por serem tão curtas.
O betinho é uma pilha de nervos. Ninguém o respeita. Dá-se quase exclusivamente com outros betinhos, do mesmo ramo de importação de electrodomésticos ou da construção civil. Não gostam de sair da sua zona. Os de Lisboa, por exemplo, só quando há uma emergência é que saem do Restelo. Ao contrário dos queques, evitam falar em dinheiro porque se sentem comprometidos. Esforçam-se mais por serem meninos bem do que os queques, que julgam já serem meninos bem. Andam sempre vestidos pelas lojas mais tradicionais (camisa aos quadradinhos, casaquinho de malha, jeans novinhos e mocassins pretos com correiazinha de prata ou berloques de cabedal), ao passo que os queques compram roupa mais moderna na boutique da moda. Escusado será dizer que os autênticos meninos bem andam sempre mal vestidos, com a camisola velha do pai e as calças coçadas do irmão mais velho. A única diferença é que as camisolas e as calças que têm em casa duram cem anos. Os avós já compram camisas a pensar que hão-de servir aos netos. Aliás, os fidalgos são sempre mais forretas que a escória.
No que toca aos hábitos alimentares, os meninos bem comem sempre em casa. Como as famílias são geralmente muito grandes (de resto, como sucede com o populacho), a comida é quase sempre do tipo rancho, ou sempre servida com muito puré de batata.
Os queques estão sempre a almoçar e a jantar fora, em grupos grandes com muitos rapazes e raparigas a exclamar: “Ai, já não há pachorra para o quiche lorraine!” Aqui se denunciam as suas verdadeiras origens sociais. Para um menino bem, comer fora é uma espécie de solução de emergência, quando não dá jeito comer em casa. Para um queque é um prazer.
Nas casas bem, a qualquer hora do dia, há sempre uma refeição a ser servida a um número altamente variável de crianças, primos, criadas, motoristas, tias, etc.
Nas casas queques as refeições variam conforme os convidados. Nas bem são sempre rigorosamente iguais. Os queques têm a mania dos restaurantes – conhecem-nos tão bem como os meninos bem conhecem (e odeiam) as cozinheiras. E os betinhos? Os betinhos tentam evitar as refeições o mais possível. Comem sozinhos em casa (os betinhos tendem a ser filhos únicos) ou levam betinhas a jantar. Porquê? Porque têm a paranóia de serem “descobertos” através dos modos de estar à mesa. Mas, na verdade, só são descobertos pelo seu excesso de boas maneiras. Um betinho à mesa está sempre “rijo”, atento, receoso de tirar uma azeitona por causa do terror de não saber lidar com o caroço. Os queques comportam-se como animais, espetando garfos nas mãos estendidas dos outros, soprando pela palhinha para fazer bolinhas no Sprite e atirando os caroços para martirizar o cocker spaniel. Quanto aos meninos bem, encaram as refeições como uma simples necessidade fisiológica. Comem e calam-se. Falam só para dizer “passa a manteiga” ou “Parece que houve uma revolução popular em Lisboa, passa a manteiga”.
Não são, portanto, os fidalgos que dão mau nome à fidalguia – são os queques e betinhos. Estes cultivam ridiculamente os “brasões” e as “quintas”, fingindo que não gostam de falar nisso. Em contrapartida, nas casas fidalgas, os filhos das criadas experimentam os lápis de cera nos retratos a óleo dos antepassados. E ninguém liga..."
“Os meus Problemas”, Miguel Esteves Cardoso
"Os Portugueses têm algo de figadal contra todos os que tenham algo de fidalgal. Como as crianças, confundem muito a fidalguia, que é uma simples condição social, com a aristocracia, que é um sistema político em que o poder pertence aos nobres. E, no entanto, como diria Chesterton, não há mérito automático em ser fidalgo, nem vergonha em pertencer decididamente (como eu) à ralé.
Em Portugal a nossa civilização deve muito a duas classes minoritárias. Ambas são gente simples, com posses reduzidas e educação informal. Refiro-me, obviamente, à plebe e à nobreza. O pretensiosismo dominante, seja proletário ou possidónio, seja triunfalista ou disfarçado, encontra-se nas classes restantes, que constituem a grande maioria da população. Mas um pastor ou um pescador é tão senhor como um fidalgo. Como ele, vê o mundo de uma maneira antiga, em que cada coisa tem o seu lugar, o seu sentido e o seu valor. O pior é o operariado, a pequena, média e alta burguesia: enfim, quase toda a gente. É esta gente que se preocupa com a classe a que pertence. Enquanto o pastor e ovisconde se ocupam, os outros preocupam-se. Os primeiros não querem ser o que não são. Os outros adorariam. Os primeiros aceitam o que são, sem vaidade. Os outros têm sempre um bocadinho de vergonha e por isso disfarçam, parecendo vaidosos.
Quem é fidalgo e quem é que quer ser?
Em Portugal existem três classes distintas. Há a classe dos fidalgos – os meninos “bem”. E depois há duas classes falsamente afidalgadas. Há os meninos “queques”, filhos de pais “queques” mas com avós que não. E há os “betinhos”, filhos de pais que, simplesmente, não.
O “menino bem” é aquele que não sabe muito bem em que século começou a fortuna da família. Geralmente é pobre, com a consolação irritante do passado rico. É muito bem-educado e jamais se lembraria de lembrar aos outros que é “bem”. O “queque” sabe perfeitamente que foi o avô ou o bisavô que abriu a fábrica ou a loja que enriqueceu a família. Geralmente é bastante rico. Embora tenha frequentado os colégios correctos, tem sempre um enorme complexo de inferioridade em relação aos “meninos bem”, o que o leva a fazer-se mais do que é. De bom grado trocaria grande parte da sua fortuna pela antiguidade e pelo prestígio de um bom título.
Finalmente, o “betinho” é aquele cujo pai nasceu pobre, indesmentivelmente operário. O betinho procura dar-se, em vão, com queques e meninos bem, mas a sua educação é formal e institucional, não familiar. É o mais rico de todos, mas é também o mais envergonhado. O betinho por excelência é aquele que não suporta a vergonha de um pai nascido entre o povaréu. Evita apresentá-lo aos amigos. Tudo faz para ocultar a sua proximidade genealógica ao vulgacho.
Tanto o queque como o betinho são o resultado de self-made man, homens que se levantaram pelas próprias mãos, quantas vezes rudes e calejadas e tudo o mais. O menino bem, em contrapartida, nem sequer compreende o conceito de self-made man. Porque é que um homem se há-de “fazer a si próprio” quando houve sempre pessoal, criados e caseiros, para se ocupar dessas tarefas desagradáveis?
Distinguem-se em tudo. A falar, por exemplo. O menino bem usa todas as formas de tratamento, desde “a menina” – A menina vai levar o Jorge ou vai sozinha no Volvo? – até ao “Psst, tu que fumas”.
O queque, por ser menos seguro, trata toda a gente por “Você”, incluindo os criados e as crianças (o que não é correcto, mas parece). O betinho, a esse respeito, está em absoluta autogestão. Tenta tratar mal aqueles que considera inferiores (demasiado mal) e bem aqueles que considera superiores (demasiado bem). No fundo é um labrego engraxado que julga sinal de aristocracia dizer os erres como se fossem guês.
O que caracteriza o menino bem é o seu total à vontade no mundo. Nunca se enerva, nunca hesita, nunca está muito preocupado. Haja ou não dinheiro. O menino bem dá-se bem com a pobreza e encara o sobe e desce da sorte com a naturalidade com que aceita a circulação do sangue pelas veias. Por isso dá-se bem com toda a gente. Nada tem a perder ou a ganhar.
Os queques não são assim. Pensam que nasceram para o brilho baço do privilégio. Vivem obcecados pelo dinheiro já que é o dinheiro que lhes permite comprar todos aqueles adereços (relógios Rolex, automóveis Porsche) que consideram indispensáveis ao seu estatuto social. Um menino bem, em contrapartida, nunca usa relógio – porque é que há-de querer saber as horas? O queque só se dá com pessoas “do seu meio”. Enquanto o menino bem tem aquele rapport feudal com caseiros, varinas e pedreiros, que constitui uma forma multissecular de intimidade, o queque aflige-se em “manter as distâncias” com esse gentião, precisamente por serem tão curtas.
O betinho é uma pilha de nervos. Ninguém o respeita. Dá-se quase exclusivamente com outros betinhos, do mesmo ramo de importação de electrodomésticos ou da construção civil. Não gostam de sair da sua zona. Os de Lisboa, por exemplo, só quando há uma emergência é que saem do Restelo. Ao contrário dos queques, evitam falar em dinheiro porque se sentem comprometidos. Esforçam-se mais por serem meninos bem do que os queques, que julgam já serem meninos bem. Andam sempre vestidos pelas lojas mais tradicionais (camisa aos quadradinhos, casaquinho de malha, jeans novinhos e mocassins pretos com correiazinha de prata ou berloques de cabedal), ao passo que os queques compram roupa mais moderna na boutique da moda. Escusado será dizer que os autênticos meninos bem andam sempre mal vestidos, com a camisola velha do pai e as calças coçadas do irmão mais velho. A única diferença é que as camisolas e as calças que têm em casa duram cem anos. Os avós já compram camisas a pensar que hão-de servir aos netos. Aliás, os fidalgos são sempre mais forretas que a escória.
No que toca aos hábitos alimentares, os meninos bem comem sempre em casa. Como as famílias são geralmente muito grandes (de resto, como sucede com o populacho), a comida é quase sempre do tipo rancho, ou sempre servida com muito puré de batata.
Os queques estão sempre a almoçar e a jantar fora, em grupos grandes com muitos rapazes e raparigas a exclamar: “Ai, já não há pachorra para o quiche lorraine!” Aqui se denunciam as suas verdadeiras origens sociais. Para um menino bem, comer fora é uma espécie de solução de emergência, quando não dá jeito comer em casa. Para um queque é um prazer.
Nas casas bem, a qualquer hora do dia, há sempre uma refeição a ser servida a um número altamente variável de crianças, primos, criadas, motoristas, tias, etc.
Nas casas queques as refeições variam conforme os convidados. Nas bem são sempre rigorosamente iguais. Os queques têm a mania dos restaurantes – conhecem-nos tão bem como os meninos bem conhecem (e odeiam) as cozinheiras. E os betinhos? Os betinhos tentam evitar as refeições o mais possível. Comem sozinhos em casa (os betinhos tendem a ser filhos únicos) ou levam betinhas a jantar. Porquê? Porque têm a paranóia de serem “descobertos” através dos modos de estar à mesa. Mas, na verdade, só são descobertos pelo seu excesso de boas maneiras. Um betinho à mesa está sempre “rijo”, atento, receoso de tirar uma azeitona por causa do terror de não saber lidar com o caroço. Os queques comportam-se como animais, espetando garfos nas mãos estendidas dos outros, soprando pela palhinha para fazer bolinhas no Sprite e atirando os caroços para martirizar o cocker spaniel. Quanto aos meninos bem, encaram as refeições como uma simples necessidade fisiológica. Comem e calam-se. Falam só para dizer “passa a manteiga” ou “Parece que houve uma revolução popular em Lisboa, passa a manteiga”.
Não são, portanto, os fidalgos que dão mau nome à fidalguia – são os queques e betinhos. Estes cultivam ridiculamente os “brasões” e as “quintas”, fingindo que não gostam de falar nisso. Em contrapartida, nas casas fidalgas, os filhos das criadas experimentam os lápis de cera nos retratos a óleo dos antepassados. E ninguém liga..."
“Os meus Problemas”, Miguel Esteves Cardoso
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
E porque estamos quase num novo ano lunar
Kung Hei Fat Choi!!!
Que o ano do coelho só traga felicidade e que seja tão bom ou melhor como o ano do tigre (pelo menos para a minha família)!
Saúde, amor e dinheiro!
Que o ano do coelho só traga felicidade e que seja tão bom ou melhor como o ano do tigre (pelo menos para a minha família)!
Saúde, amor e dinheiro!
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
momento perfeito
Se pudesse guardar para sempre no meu coração a recordação do momento perfeito, nós, um fim de tarde, música clássica, uma janela com vista para o Rio das Pérolas, a M. ao colo encostada a mim.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Parabéns Mãe
No dia-a-dia da minha Mãe assentam que nem uma luva estes 10 mandamentos. Podem imaginar a querida que é.
Parabéns querida Mãe, muitas felicidades, muitos anos de vida!!! Sempre com um sorriso contagiante e boa disposição.
Beijinhos, sua Mor
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
De volta à vida "normal"
A vida a 300km/h, centrada no ser mais maravilhoso deste mundo, sem tempo para me coçar nas horas em que não estou a trabalhar (pois voltei à labuta com grande “dor”, tem que ser pois infelizmente não nasci rica nem sou nova milionária, há que trabalhar para comer), com alguns momentos meramente contemplativos a ver a minha filha respirar, afinal está a crescer...
Sempre é verdade, o amor transborda sem limites, o coração de mãe palpita de felicidade ao ver e ouvir uma gargalhada, é doloroso sentir a petiz triste, custa horrores sair de casa e olhar para trás.
Os dias passam a uma velocidade tremenda, num ápice se passaram 4 meses de vida de “dondoca”a duas, recheados de bons momentos, muitos passeios, gargalhadas sonoras... Querida filha, quando cresceres vais perceber que os bons tempos voam!
A vida muda radicalmente, um banho demorado tornou-se um luxo, uma ida à manicure uma extravagância, ao chegar a casa a felicidade é tão grande como nunca poderia ter imaginado poder vir a sentir.
Com este escrito exacerbado espero encerrar o capítulo “mãe galinha, babada, feliz e chata”... O meu eu está adormecido mas não morreu.
Boa sexta-feira!
Boa sexta-feira!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Canção do dia de sempre
Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...
Mário Quintana
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Transportes + bebés
A minha filha com três meses já utilizou os seguintes transportes: carro, jet foil, avião (longo curso) e comboio.
Em todos (até ver) se portou bem. Deixo aqui uma mensagem para os agoirentos: Salvo raras excepções os bebés de colo portam-se quase sempre bem... Quanto mais pequeninos melhor corre a viagem! O que importa é que se sintam confortáveis e não maçados, afinal ninguém gosta de estar deitado horas a fio.
O bebé que ía ao nosso lado (com 7 meses) também se portou lindamente. Nos momentos em que estava mais activo a Mãe brincou com ele.
Os aviões deviam ter mais fraldários e os dos comboios portugueses deviam estar mais limpos.
Feliz 2011!
sábado, 4 de dezembro de 2010
Adoro...
Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender
1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.
6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".
8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".
9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
Luís Fernando Veríssimo
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Balancete trimestral
Com a licença de maternidade prestes a terminar cumpre fazer um balanço...
Com um bebé em casa não se consegue ter tempo livre.
Quase todos os dias saímos à rua para apanhar ar.
Adoramos passear nos jardins.
A roupa de bebé nunca é q.b., estão sempre a sujar-se e a crescer.
Já se ri, dá gargalhadas, olha para mim com uma devoção comovente.
É mesmo verdade o que se diz, o meu amor cresce de dia para dia e é ilimitado.
Fomos a Hong Kong, gosta de viajar e de andar no regabofe.
Detesto separações e custa-me muito sair de casa quando tenho que a deixar, parte-se me o coração.
A nossa vida gira à volta de um pequeno ser indefeso mas já com alguma manha.
Tudo o resto é meramente secundário.
Ai, sofro que o tempo passou a correr, nem soube a nada! Ainda és tão pequenina...
Agora vou entrar de férias. Com sorte ganho o euromilhões ou o mark6 e já não preciso de voltar à labuta.
Se entretanto não voltar à xafarica aqui ficam os meus votos: Feliz Natal e boas entradas em 2011!!! Tudo de bom, amor, saúde e dinheiro!
Até breve.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Triste
A morte de uma criança é um acontecimento tristemente desvastador. Nunca se esquece, supera ou recupera. Estamos tristes.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
considerações maternais
A minha filha é a pessoa mais linda, mais que tudo do Universo. Adoro os ruídos, o cheiro, o acordar, as expressões, só não vibro com o choro desenfreado... Como somos pais de primeira viagem achamos sempre que está com dores. Geralmente é fome ou gazes!
Ando exausta, podre, aos caídos, cheia de sono.
Apesar de me sentir na ordenha, vibro com as bombas eléctricas para tirar o leite. Recomendo vivamente.
Até qualquer dia!
P.s. Estou agora a ver a Inês Serra Lopes a comentar o noticiário da RTPI... A ISL não foi condenada a 1 ano de prisão pelo crime de favorecimento pessoal no caso da casa pia? Sendo a RTPI uma TV publica devia ser mais criteriosa na escolha dos comentadores. Ao menos que não sejam cadastrados...
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
5 anos
Fazemos hoje 5 anos de casados, passaram a correr, momentos bem vividos, muitos passeios, óptimas viagens, dias sorridentes, batalhas perdidas, outras vencidas, os momentos tristes conseguiram ter o condão de nos aproximar mais.
O dia do nosso casamento foi um dia lindo, muito sol, céu azul, um sítio romãntico, rodeados pela família, os nossos amigos.
Quero dançar contigo até ao fim dos meus dias!
Este ano o nosso aniversário é especial. De dois passamos a ser três. A nossa filha nasceu às 16.30 do dia 5 de Setembro. 48cm de ternura. Um amor ilimitado e sempre a crescer! Ainda estamos em fase de adaptação mas posso garantir que este é o aniversário mais feliz de todos!
Até breve.
O dia do nosso casamento foi um dia lindo, muito sol, céu azul, um sítio romãntico, rodeados pela família, os nossos amigos.
Quero dançar contigo até ao fim dos meus dias!
Este ano o nosso aniversário é especial. De dois passamos a ser três. A nossa filha nasceu às 16.30 do dia 5 de Setembro. 48cm de ternura. Um amor ilimitado e sempre a crescer! Ainda estamos em fase de adaptação mas posso garantir que este é o aniversário mais feliz de todos!
Até breve.
domingo, 5 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
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