Tal e qual aquilo que penso sobre os filhos e a igualdade entre os progenitores. Ipsis verbis, subscrevo e apoio.
Rititi em "Os filhos são de todos".
É preciso mudar o mundo e as cabeças!
Bom dia.
Enquanto abria os presentes a minha Loufuzinha exclamava meio desesperada "mas eu não pedi nada disto ao Pai Natal!", como se o velhote estivesse tantan e tivesse baralhado os presentes com os de outra criança... O que nos devia pôr a pensar sobre a sociedade de consumo e limites de presentes por criança.
Deixou de novo comida para as renas, leites com chocolate para o menino Jesus e umas bolachas para o Pai Natal. Durante uns dias cheirou-lhe a renas e ouviu claramente os guizos do trenó.
Acredita piamente que o Pai Natal está em Acapulco a gozar umas merecidas férias de praia. Impressionada, fala muitas vezes nos pobrezinhos e nos poucos presentes que tiveram no Natal.
Pediu para não desmancharmos a árvore de Natal.
Em nossa casa vive-se a época natalícia até à exaustão...
Por tanto adorar a Branca de Neve
que a Loufuzinha anda obcecada com a morte...
Esta semana saiu com a tirada “quando
tu morreres vou chorar muito mas não te preocupes que tomo conta do bebé E.”
Lá lhe expliquei que falta muitos
anos para eu morrer e que vou ser muito velhinha. Perguntei-lhe porque falava
nisso e respondeu de forma quase adulta: ”porque quero que fiques comigo para
sempre.”
A Loufuzinha ainda não sabe que as mães ficam sempre no coração dos filhos…
Estou em crer que lá por casa
vamos suspender a Branca de Neve!
Comecei o ano a aprender. Agora como linhaça ao pequeno-almoço, misturada com iogurte ou cereais. Carregada de fibra para começar o dia em beleza...
Todas as vantagens aqui.
Bom dia!
Do cheiro dos meus filhos ao acordar,
de dormir abraçada, de reencontros no aeroporto, de visitar os meus pais todos
os dias e de os poder abraçar, de acenar à janela, dos almoços barulhentos em família, de ver o bebé dançar, de conversar sem horas, de ir ao parque, de
pinturas coloridas infantis, de sentir areia nos pés, de dar as mãos, de
descobrir restaurantes novos para namorar, de bilhetes de amor, de andar a pé, de
boiar, de guisados no inverno e saladas no verão, de jantares de amigas, das perguntas e conclusões da
M., do cheiro da casa da minha infância, de visitar jardins, dos pés dos recém-nascidos, de ver
casais antigos apaixonados, de feiras, do cheiro a praia, do crepúsculo, de ouvir as
conversas das crianças, do primeiro dia de férias, de ler pela noite dentro, do pequeno-almoço na cama, de ouvir risadas pela manhã
e passinhos no corredor, de dormir quentinha ao som da chuva, de andar de
baloiço, de receber cartas e de cantar.
As férias foram óptimas e o natal bem passado com a família do bolhão. Passeamos bastante e foi tudo um fartote, incluindo comezainas.
O regresso foi bastante atribulado e longo. Primeiro o avião de Frankfurt para HK teve uma avaria, a seguir não pode descolar por causa de um nevão. As crianças adoraram ver a neve, tocar-lhe e dormir no aeroporto em camas de campanha. Nós pais, embora contrariados, fizemos dessas horas uma deliciosa grande aventura, a fazer lembrar Guido Orefice de "a vida é bela". Always look on the bright side of life!
O jet lag está a ser penoso mas estou a contar com os feriados para nos recompormos.
"Que a vida te pareça suportável. Que a culpa não afogue a esperança. Que não te rendas nunca. Que o caminho que sigas seja sempre escolhido entre dois pelo menos. Que te interesse a vida tanto como tu a ela. Que não te apanhe o vício de prolongar as despedidas. E que o peso da terra seja leve sobre os teus pobres ossos. Que a tua recordação ponha lágrimas nos olhos de quem nunca te disse que te amava."
A primeira coisa que vou fazer quando chegar a Lisboa é ir ter com a minha querida C. Vão ser horas de conversa e choro mas sinto que precisa de mim, desde a primeira má noticia, à tristeza e ao luto.
Somos amigas há mais de 20 anos e a distância não fez perder a empatia, a ligação. Sempre que nos reencontramos é como se o tempo tivesse parado e tivessemos estado juntas no dia anterior, com 20 anos.
O amor é o início. O amor é o meio. O amor é o fim. O amor faz-te pensar, faz-te sofrer, faz-te agarrar o tempo, faz-te esquecer o tempo. O amor obriga-te a escolher, a separar, a rejeitar. O amor castiga-te. O amor compensa-te. O amor é um prémio e um castigo. O amor fere-te, o amor salva-te, o amor é um farol e um naufrágio. O amor é alegria. O amor é tristeza. É ciúme, orgasmo, êxtase. O nós, o outro, a ciência da vida. O amor é um pássaro. Uma armadilha. Uma fraqueza e uma força. O amor é uma inquietação, uma esperança, uma certeza, uma dúvida. O amor dá-te asas, o amor derruba-te, o amor assusta-te, o amor promete-te, o amor vinga-te, o amor faz-te feliz. O amor é um caos, o amor é uma ordem. O amor é um mágico. E um palhaço. E uma criança. O amor é um prisioneiro. E um guarda. Uma sentença. O amor é um guerrilheiro. O amor comanda-te. O amor ordena-te. O amor rouba-te. O amor mata-te. O amor lembra-te. O amor esquece-te. O amor respira-te. O amor sufoca-te. O amor é um sucesso. E um fracasso. Uma obsessão. Uma doença. O rasto de um cometa. Um buraco negro. Uma estrela. Um dia azul. Um dia de paz. O amor é um pobre. Um pedinte. O amor é um rico. Um hipócrita, um santo. Um herói e um débil. O amor é um nome. É um corpo. Uma luz. Uma cruz. Uma dor. Uma cor. É a pele de um sorriso.