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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Leonard Cohen (1934 - 2016)

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Uma das minhas musicas, por ser romântica mas melancólica, cantada com a voz rouca inegualavel, Dance Me To The End Of Love...
Autor de uma comovedora carta de despedida à sua musa inspiradora (que morreu há alguns meses), Leonard Cohen parecia antever a sua partida...
(...) "It said well Marianne it’s come to this time when we are really so old and our bodies are falling apart and I think I will follow you very soon. Know that I am so close behind you that if you stretch out your hand, I think you can reach mine." (...)
(...) "And you know that I’ve always loved you for your beauty and your wisdom, but I don’t need to say anything more about that because you know all about that.
"But now, I just want to wish you a very good journey. Goodbye old friend. Endless love, see you down the road".
Que pena!
 


 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Goodbye Mr. Obama


Sobre as eleicções americanas, porque já enjoa,vou  apenas citar a opinião de MEC, como sempre lúcido e muito adiantado em relação ao comum dos mortais. Podem ler o original aqui.

"Trump ganhou. Nós perdemos. Por nós quero eu dizer os meios de comunicação social dos EUA e da Europa. Segundo as histórias que nós contámos aos leitores e uns aos outros o que acaba de acontecer era impossível.
As nossas sondagens e opiniões – incluindo as minhas – não só se enganaram redondamente como contribuiram para criar um perigoso unanimismo que fez correr uma cortina de fumo digno dos propagandistas oficiais dos estados totalitários.
Eu leio todas as semanas duas revistas conservadoras americanas – The Weekly Standard e National Review. Leio todos os dias o igualmente pro-Republicano Wall Street Journal. Em nenhum deles fui avisado que Trump poderia ganhar.
Sinto-me vítima de uma conspiração – não da parte de Trump mas da parte dos media. Aquilo que aconteceu não foi a cobertura das eleições americanas, mas antes uma vasta campanha publicitária a favor de Hillary Clinton onde até revistas apolíticas como a Variety participaram.
Donald Trump foi sujeito à maior e mais violenta campanha de ataques pessoais que alguma vez vi na minha vida. Todos as principais publicações alinharam entusiasticamente. Sem recorrer a sites de extrema-direita o único site que defendia Trump foi o extraordinário Drudge Report. Foi só através dele que comecei a achar – e aqui vim dizer – que o eleitorado reage sempre mal às ordens paternalistas dadas por uma unanimidade de comentadores, jornalistas e celebridades.
A eleição de Donald Trump foi um triunfo da democracia e uma derrota profunda dos meios de comunicação social.
Claro que Trump não é nenhum outsider. É um bilionário que sempre fez parte da ordem estabelecida, da elite que dá as ordens e manda na economia dos EUA. É um amigo de Hillary e Bill Clinton que só se tornou ex-amigo porque lhe deu na gana ser presidente dos EUA.
Agora é. Conseguiu o que queria. Há-de voltar as costas ao eleitorado que o elegeu logo que perceba que a única coisa que esse eleitorado tinha para lhe dar já foi dado: os votos de que ele precisava para ser eleito.
Já fez o elogio de Hillary Clinton. Já disse que vai representar todos os americanos. Vai-se tornar lentamente um republicano moderado e liberal. Os oportunistas têm sempre essa vantagem da metamorfose.
Trump ganhou contra grande parte do Partido Republicano mas foi graças a ele que o Partido Republicano manteve a maioria no Senado e no Congresso. Se Trump fosse o populista aventureiro que finge ser aproveitaria para minar o sistema político vigente, tirando partido do poder político pessoal que agora tem.
Mas não fará nada disso. O Partido Republicano tem agora tudo na mão.
Trump presidirá à complacência do poder político instalado, do poder recuperado das mãos de Obama. O velho sistema político será reforçado e os beneficiários serão os de sempre: os que menos precisam.
E os media? Que vamos nós fazer? Continuar em campanha? Continuar a enganarmo-nos e a enganar quem nos lê?
Mostrarmo-nos surpreendidos e atónitos não chega. Só revela o mau trabalho que fizemos. Dizer que foi um choque, que ninguém estava à espera só aponta para o mundo ilusório onde reside a nossa própria zona de conforto.
Não é Trump que tem de dar uma reviravolta. Somos nós. Trump ganhou porque foi eleito. Nós perdemos porque fomos derrotados pelos nossos próprios preconceitos e pelo excesso de zelo com que perseguimos a vitória de Hillary Clinton.
É um dia feliz para Donald Trump e para a maioria que o elegeu. Para nós é um dia triste e, do ponto de vista profissional, pelo menos para mim, vergonhoso."

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Helena Sacadura Cabral

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Adorei a entrevista da Helena Sacadura Cabral ao jornal expresso da semana passada. Sem papas na língua, alguma mágoa, com 81 anos esta senhora é um furacão que transborda alegria de viver* . Quase lhe consegui ouvir as gargalhadas. A não perder.

* apenas comparável à joie de vivre minha querida mãe.

terça-feira, 24 de abril de 2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

Uma nova era para a Birmânia

Não podia deixar de assinalar  a eleição como deputada de Aung San Suu Kyi, Nobel da Paz e membro da oposição birmanesa.
Esperemos que sejam os primeiros passos para a democratização do país. Aung San Suu Kyi merece há muito esta vitória.
Até breve!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

“A morte é muito provavelmente a melhor invenção da vida”, afirmou Steve Jobs, em 2005, perante uma plateia de estudantes da Universidade de Stanford, nos EUA. “Lembrar-me de que todos estaremos mortos em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas que fiz”.
Steve Jobs, 1955-2011.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Maria José Nogueira Pinto (1952-2011)

Era uma mulher de força!
Nunca mais descobrem a cura para a horrível doença...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Rosa Lobato Faria (1932 - 2010)


"Com que pedra de sal
com que promessa
com que pássaro solto pela casa
com que folha de louro
com que sonho
com que lua entornada no alpendre
com que livro de quem
com que sonata

temperarei a dor da tua ausência
o silêncio
o vazio na minha cama
os gritos do meu corpo
o pão por partir da minha alma

Com que chuva
lavarei o rumor dos teus passos
no magoado coração dos dias

Com que pranto
afogarei teu rasto
com que manto de lava
com que mar."


excerto de "a gaveta de baixo"

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Patrick Swayze

Tinha 14 anos quando vi o filme Dirty Dancing. Apaixonei-me perdidamente... Forrei os armários do quarto e os dossiers com posters do Patrick Swayze e passei a comprar a revista Bravo (pinderiquice) para poder recortar as suas fotografias...

O actor Patrick Swayze morreu ontem, com 57 anos, após uma dura batalha contra o cancro pâncreas.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Le scaphandre et le papillon

Imaginem o que é ter o intelecto vivo dentro de um corpo morto...

Vi este filme no fim-de-semana e fiquei muito impressionada. Até porque me fez lembrar alguém que me era próximo e muito querido.

O filme é baseado no livro e vida de Jean-Dominique Bauby, (1952), jornalista, redactor-chefe da revista francesa Elle, pai de dois filhos que, foi vítima de uma doença que o deixou lúcido intelectualmente, mas paralisado por completo, só podendo respirar e comer por meios artificiais e mover o olho esquerdo.

Com o olho saudável piscava uma vez para dizer sim e duas vezes para dizer não. Com ele chamava também a atenção do seu visitante para as letras do alfabeto, formando palavras, frases, páginas inteiras. Assim escreveu o livro ”le scaphandre et le papillon”.

Por trás da cortina de pano roída pelas traças, uma claridade leitosa anuncia a aproximação da manhã. Doem-me os calcanhares, sinto a cabeça apertada num torno, e todo o meu corpo está encerrado numa espécie de escafandro. O meu quarto sai lentamente da penumbra. Observo pormenorizadamente as fotografias dos meus queridos, os desenhos das crianças, os cartazes, um pequeno ciclista de folha enviado por um camarada na véspera do Paris-Roubaix, e o cavalete que sustenta a cama onde estou incrustado há seis meses como um bernardo-eremita sobre o seu rochedo.”

Poucos dias depois do seu Livro ser publicado, a 9 de Março de 1997, Bauby morreu.
O escafandro era o seu corpo aprisionado, as borboletas a sua imaginação.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Príncipe Mel

Quase toda a piquena quando criança sonha que é uma princesa, vive no seu castelo e vai ser descoberta pelo príncipe que normalmente tem um cavalo branco… A minha sobrinha que é o máximo (não podia deixar de ser) anda sempre de coroa e diadema, tem inúmeros aios e pronuncia o “nós”de forma imperial, está-lhe no sangue!

Quando eu andava na primeira classe vi partes do filme “guerra e paz”, como esboço de bolha já tinha a mania das grandezas e materializei no Mel Ferrer, ou melhor no príncipe Andrei Bolkonsky, o meu príncipe encantado… Escusado será dizer que o Mel Ferrer na altura já era um bocadinho jurássico, mas isso não interessa nada pois no filme estava fantástico e mesmo com muitos anos em cima tinha magotes de classe.

Isto tudo para dizer que o Mel Ferrer morreu muito velhinho esta semana. Era natural do Estado de Nova Jérsia, onde nasceu a 25 de Agosto de 1917, começou a carreira de actor na Broadway aos 23 anos. Participou em numerosas séries de televisão e filmes, como "Lili" (1953) e "Guerra e Paz" (1956). Este último filme valeu-lhe a estrela com o seu nome no Passeio da Fama, em Hollywood, e os suspiros de muitas piquenas