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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Fábula a Cigarra e a Formiga

Tendo a cigarra em cantigas
Passado todo o verão
Achou-se em penúria extrema
Na tormentosa estação.
Não lhe restando migalha
Que trincasse, a tagarela
Foi valer-se da formiga,
Que morava perto dela.
Rogou-lhe que lhe emprestasse,
Pois tinha riqueza e brilho,
Algum grão com que manter-se
Até voltar o aceso estio.
- "Amiga", diz a cigarra,
- "Prometo, à fé d'animal,
Pagar-vos antes d'agosto
Os juros e o principal."
A formiga nunca empresta,
Nunca dá, por isso junta.
- "No verão em que lidavas?"
À pedinte ela pergunta.
Responde a outra: - "Eu cantava
Noite e dia, a toda a hora."
- "Oh! bravo!", torna a formiga.
- "Cantavas? Pois dança agora!"

Tradução de Bocage

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sabiam que...

expressão quatro costados tem origem no nome dado à árvore genealógica de ascendentes, também conhecida por árvore de costados ou árvore inversa, a árvore formada pelos antepassados: pais, avós, bisavós, etc. de um indivíduo?
Quando alguém é considerado «de quatro costados», é-o «por parte dos avós paternos e maternos», conforme definição no Dicionário Houaiss (Português do Brasil), que passo a citar: «de quatro c. [costados] pelos dois avós paternos e pelos dois maternos (nobre de quatro c.)». 
Entretanto, este termo generalizou-se na língua e passou a aplicar-se com um sentido próximo dos adjectivos «ferrenho» e «arreigado».
Até logo!