sábado, 30 de novembro de 2013

Ai, começaram



"Mãe, onde está a bisavó?" Começamos, aos 3 anos, com as perguntas díficeis...

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

"Viver é envelhecer, nada mais."






É incontornável. Por muitas mezinhas, estéticas, pós ou cremes mais tarde ou mais cedo (salvo os casos de morte prematura) todos nós vamos envelhecer...

As estéticas até pioram pois, a longo prazo, ao repuxarmos a cara tendemos a ficar parecidos com o Jack Nichoson a fazer de Joker no filme Batman.

Audrey Hepburn é o exemplo de saber envelhecer com classe, sem recurso a estéticas, botox, etc... Penso até que nunca houve nenhuma estrela com tanta classe! Se viver é envelhecer então que se faça com classe, por dentro e por fora...

Bom fim-de-semana!

Temos bon vivant




Anteontem o meu E. começou a gatinhar a toda a velocidade e pôs-se de pé. Prestes a entrar nos 10 meses parece crescer a correr.
É o bebé mais sorridente e bem disposto que alguma vez vi. Vai dar-nos muito trabalhinho pois cheira-me a bon vivant. Mexido a puxar para o inconsciente passa os dias a querer atirar-se para o chão sem medir o sítio onde está (ao colo, no fraldário, na cama, na cadeirinha, sofro). Fica vidrado no genérico da telenovela "caminho das indias", adora ser fotografado e tirar auto retratos. Brinca com tudo o que se movimenta. Gosto de comer mas não gosta muito de dormir, especialmente à noite... Adora beijinhos e tomar banho.
Está assim o meu querido e doce E.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Unending Love

O querido Pai falou-me deste lindo poema ontem à noite, ao jantar. Não resisti a procurá-lo e publica-lo...

"I seem to have loved you in numberless forms, numberless times...
In life after life, in age after age, forever.
My spellbound heart has made and remade the necklace of songs,
That you take as a gift, wear round your neck in your many forms,
In life after life, in age after age, forever.

Whenever I hear old chronicles of love, it's age old pain,
It's ancient tale of being apart or together.
As I stare on and on into the past, in the end you emerge,
Clad in the light of a pole-star, piercing the darkness of time.
You become an image of what is remembered forever.

You and I have floated here on the stream that brings from the fount.
At the heart of time, love of one for another.
We have played along side millions of lovers,
Shared in the same shy sweetness of meeting,
the distressful tears of farewell,
Old love but in shapes that renew and renew forever.

Today it is heaped at your feet, it has found its end in you
The love of all man's days both past and forever:
Universal joy, universal sorrow, universal life.
The memories of all loves merging with this one love of ours -
And the songs of every poet past and forever."

~Rabindranath Tagore, traduzido por William Radice

Bom dia!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

"Isto não é o que parece"

Ainda a propósito da violência contra mulheres, deixo a crónica de Paulo Farinha (in Notícias Magazine, Diário de Notícias) "Isto não é o que parece..."

«Enviar-te 35 mensagens durante o dia a dizer que te ama e a perguntar onde estás não é uma prova de amor. É uma prova de que ele é um controlador e que, se tu deixas que ele o faça e não pões um travão a tempo, a coisa só vai ter tendência para piorar ainda mais.

Fazer-te perguntas sobre dinheiro não é indício de estar atento aos tempos difíceis em que vivemos, e reflexo de uma educação de poupança. Falar muitas vezes disso indica, isso sim, que um dia ele vai querer controlar o teu dinheiro. Aliás, se dependesse dele, era ele que geria já a tua mesada. Quanto gastas. Quando gastas. Em que gastas. Quando deres por ti, estarás a pedir-lhe autorização para comprar coisas para ti.

Pedir a password do teu e-mail ou da tua conta de Facebook não é sinal de que vocês nada têm a esconder um do outro. Não é sinal de que, entre vocês, tudo é um livro aberto. Mesmo que ele insista em dar-te a password dele. Isso é um sinal de desconfiança permanente. E um passo grande para o fim da tua privacidade. Sabes o que é privacidade, certo? É uma zona tua, onde mais ninguém entra. A não ser que tu queiras.

Os comentários sobre a roupa que usas ou o novo corte de cabelo não revelam um ciuminho saudável. Revelam que é ciumento. Ponto. Pouco lhe importa se tu gostas daquele top, daqueles calções ou daquelas calças apertadas. Entre os argumentos usados, talvez ele diga que já não precisas de te vestir assim, porque isso atrai a atenção de outros rapazes e tu já tens namorado. Se não fores capaz de lhe dizer, na altura, que te vestes assim porque te apetece, não para lhe agradar, pensa que este é o mesmo princípio que leva muitas sociedades a obrigar as mulheres a usar burka... Não é exagero. Controlar o que tu vestes é exatamente a mesma coisa.

Perguntar-te a toda a hora quem é que te telefonou ou ver o teu telemóvel, à procura das chamadas feitas e atendidas e das mensagens enviadas e recebidas não é um reflexo de pequeno ciúme. É um sinal de grande insegurança. Faças tu o que fizeres, dês tu as provas de amor que deres (na tua idade, o amor ainda tem muito para rolar, mas tu perceberás isso com o tempo), ele sentirá sempre que é pouco. E vai querer mais, e mais. E tu terás cada vez menos e menos.

Apertar-te o braço com mais força num dia em que se chatearam e lhe passou qualquer coisa má pela cabeça não é um caso isolado e uma coisa que devas minimizar porque ele estava nervoso. Aconteceu daquela vez e é muito, muito, muito provável que volte a acontecer. Um dia ele estará mais nervoso. E a marca no teu braço será maior. E mesmo que ele «nunca tenha encostado um dedo» em ti, a violência psicológica pode ser tão ou mais grave do que a física.

Gostar de ti mas não gostar de estar com os teus amigos não é amor. É controlo. E é errado. O isolamento social é terrível.Continuar a telefonar-te insistentemente depois de tu teres dito que queres acabar a relação, ou encher-te o telemóvel com mensagens a pregar o amor eterno, não significa que ele esteja a sofrer muito. Significa, sim, uma frustração em lidar com a rejeição. E se pensares em voltar para ele, pensa que da próxima vez que isso acontecer ele vai telefonar-te mais vezes. E enviar-te mais mensagens.

Guardares estas coisas para ti não é um sintoma da tua timidez. Não quer dizer que sejas reservada. É uma estratégia de defesa tua. E um pouco de vergonha, à mistura, não é? E que tal partilhares isso? Ficarias espantada com a quantidade de amigas tuas que passam por situações semelhantes...

Talvez a sua filha não leia isto. Mas que tal mostrar-lhe a revista, para ela pensar um pouco?»

Bom dia!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as mulheres

Para assinalar o dia, o Centro Bom Pastor, dirigido pela religiosa Juliana Devoy, realiza esta semana uma campanha pelo fim da violência contra as mulheres. O comércio de mulheres para escravidão sexual é um dos temas desta campanha, com exibição na livraria portuguesa do documentário sobre tráfico humano (3 sessões),  “Nefarious: Merchants of Souls”, produzido pela organização cristã Exodus Cry e lançado em 2011.

A mensagem subjacente é: todos nós podemos de certa forma combater o tráfico de seres humanos, estando atentos, denunciando.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Cereja no topo do bolo

Ontem recebi uma notícia maravilhosa. Uma amiga que há muito desejava ser mãe está agora de esperanças.
O ano da cobra está a ser fértil, é a terceira vez que recebo notícias que me fazem esboçar um grande sorriso...
Venham mais!

Alguns Direitos/ Muitas Ingenuidades



"Todas as crianças com mais de cinco anos têm direito a desabafar.

Todas as crianças até aos onze ou doze anos têm direito a andar grátis no Carrocel quando estão de férias.

Todas as crianças que andam na Escola têm direito a serem alegres, terem amigos e a brincarem com os outros. Têm o direito a ter uma Professora que não grite com elas.

Todas as crianças têm direito a ver o mar verdadeiro, especialmente em dia de maré vazia.

Todas as crianças têm direito a, pelo menos uma vez na vida, escolher um chocolate que lhes apeteça.

Todas as crianças têm direito a terem orgulho na sua existência.

Todas as crianças têm direito a pensar e a sentir como lhes manda o coração, até serem velhas, aí com uns vinte anos.

Todas as crianças têm direito a terem em casa o Pai e a Mãe, os irmãos (se houver) e comida. Se o Pai e Mãe não conseguirem viver juntos têm direito a que cada um deles respeite o outro.

Todas as crianças têm direito a deitarem-se no chão para ver as nuvens passar, imaginando formas de todos os bichos do Mundo combinadas com as coisas que quiserem (por exemplo, um cão a andar de patins ou uma girafa de orelhas compridas).

Todas as crianças têm direito a começarem uma colecção não interessa de quê.

Todas as crianças têm direito a chupar o dedo indicador que espetaram num bolo acabado de fazer ou então a lamber a colher com que raparam a taça em que ele foi feito.

Todas as crianças têm direito a tentarem manter-se acordadas até tarde numa noite de Verão, na esperança de verem uma estrela cadente e pedirem três desejos (a justiça devia fazer acontecer sempre pelo menos um).

Todas as crianças têm direito a comer a fatia do meio das torradas de pão partidas em três.

Todas as crianças têm direito a escrever ou a falar uma linguagem inventada por elas (ou que julgam inventada por elas), como por exemplo «a linguagem dos pés»: «apa linpingupuapagempem dospos pêspês».

Todas as crianças têm direito a imaginar o que vão querer fazer quando forem grandes (habitualmente coisas extravagantes) e a perguntar aos adultos «o que queres ser quando fores pequenino?»

Todas as crianças têm direito a dormir numa cama sua, sentindo o cheiro de roupa lavada, e a terem um espaço próprio na casa, pelo menos a partir do ano de idade.

Todas as crianças têm direito a passear na rua tentando pisar apenas o empedrado branco (ou só o preto); em opção, têm direito a fazer uma viagem contando quantos carros vermelhos passam na faixa contrária.

Todas as crianças meninos têm o direito a, pelo menos uma vez na vida, perguntar a uma menina «queres ser minha namorada?» e as crianças meninas têm direito a, pelo menos uma vez na vida, responder «sim, quero».

Todas as crianças têm direito a ouvir um adulto contar pelo menos uma destas histórias: Peter Pan, O Principezinho ou O Príncipe Feliz.

Todas as crianças têm direito a ter alegria suficiente para imaginar coisas boas antes de dormirem e depois, a sonharem com elas.

Todas as crianças têm direito a ter um boneco de peluche preferido, especialmente quando velho, já lavado e mesmo com um olho a menos.

Todas as crianças (especialmente se já adolescentes) têm direito a usar os ténis preferidos, mesmo que rotos e com cheiro tóxico.

Todas as crianças têm direito a poder tomar banho sozinhas e a experimentar mergulhar na banheira contando o tempo que aguentam sem respirar.

Todas as crianças têm direito a jogar aos polícias e ladrões, preferindo inevitavelmente serem ladrões.

Todas as crianças têm direito a ter um colo onde se possam sentar, enroscar como numa concha e receber mimos.

Todas as crianças têm direito a nascer iguais em direitos.

Todas as crianças têm direito a conhecer o sítio onde nasceram e a visitá-lo livremente.

Todas as crianças têm direito a não ficar sozinhas a chorar.

Todas as crianças têm direito a viver num País que tenha um Ministério da Infância e Juventude, que olhe verdadeiramente pelo seu crescimento afectivo e bem-estar interior (sem preconceitos adultocêntricos ou hipocrisias com ares de cromo abrilhantado).

Todas as crianças têm direito a acreditar que têm um adulto que olha por elas e as ama sem condição prévia (nem que seja Nosso Senhor).

Todas as crianças têm a direito a viver felizes e a ter paz nos seus pensamentos e sentimentos."

Pedro Strecht, prólogo do livro Crescer Vazio: Repercussões Psíquicas do Abandono, Negligência e Maus Tratos em Crianças e Adolescentes, publicado em 1998 pela Assírio e Alvim.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O melhor dos meus dias


Os nossos abraços...

Sonos arruinados

pela temporada 4 da espectacular série downton abbey... Está-me a cheirar que esta semana não vamos pregar olho!

Sem tirar nem pôr

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Pobre Gaspar




Nem ele escapa ao nosso espírito natalício!

People with no kids don't know

Corre no facebook. Muito bom!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

De molho



Por aqui, depois de um acidente parvo, estamos de olho ao peito... Há brincadeiras que nos podem sair caras. Foi o que me aconteceu, um pontapé dado por uma criança, certeiramente no olho. Nas urgências olharam desconfiadamente para o meu irmão (que me levou) e perguntaram se não queria apresentar queixa.  Consegui visualizar a pobre petiza, de 3 anos, em personagem de B.D.,  atrás das grades. Mesmo cheia de dores sou humorada!
Diagnóstico: descolamento da córnea, só!  Um azar, afinal os acidentes são azares, raramente os esperamos... Agora é esperar pela recuperação.
Até logo!

domingo, 17 de novembro de 2013

Natal é em Novembro



Não é só o Maduro da Venezuela que decreta que o Natal é em Novembro, nós lá por casa aderimos à medida e estamos neste momento a acabar de decorar a casa a 8 mãos, porque o bebé E. também ajuda...

Jingle bells, jingle bells,
Jingle all the way.
Oh! what fun it is to ride
In a one-horse open sleigh.

Adoramos o Natal!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Sobre o escrito anterior, penso muitas vezes que se não tivesse tido filhos os teria tido de outra maneira, com recurso à adopção, pois Mãe é quem cria com amor...

"MÃE...

São três letras apenas,
As desse nome bendito:
Três letrinhas,nada mais...
E nelas cabe o infinito
E palavra tão pequena-confessam mesmo os ateus-
És do tamanho do céu
E apenas menor do que Deus!" - Mário Quintana

A minha frase preferida


Para uma mãe que aguardou tanto tempo pela chegada dos filhos, a afirmação “são os meus filhos” traz-me sempre um calafrio de felicidade.
Sempre solidária com quem luta por os ter, quem não os conseguiu ter, quem desistiu. Sei o que estão a passar, a tristeza que é, o que se sente. Um peso que não se esquece...
"São os meus filhos" é talvez a frase que mais anos desejei proferir.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Alarvidade real








Kate Middleton nas cerimónias do "Remembrance Day", que homenageia os soldados ingleses mortos em combate. Supostamente uma cerimónia de pesar, daí o luto carregado... 
Não há nada a fazer, ou se nasce ou não se nasce!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Onde quer que vás, eu estou contigo!

"Já os pais que fazem de anjos da guarda a tempo inteiro arrumam o quarto das crianças enquanto resmungam contra a sua falta de autonomia. E descascam-lhes as laranjas, mesmo quando indagam acerca das “boas mãos” que parecem não lhes faltar. E vão buscá-las à escola e interrompem o caminho de volta para casa só para darem um passeio ou para as verem lanchar leite com chocolate (ou com qualquer outra coisa quase tão doce como o seu amor). E contam-lhes histórias, a sério ou só pelo gosto de as inventar. E esparramam-se na cama, bem junto a elas, e tagarelam, enquanto aconchegam os lençóis. E pespegam-lhes beijos, dos grandes, bem demorados, na cabeça, antes de apagarem a luz e de dizerem “boa noite”. E, em vez do escuro, deixam, atrás de si, um rasto de estrelas, borboleteando, pelo quarto."Daqui
Somos nós!

Cheira-me a naftalina

Já o disse várias vezes por aqui, mal o tempo arrefece um bocadinho, começa a cheirar a naftalina nos elevadores e corredores da região... Bem sei que o Inverno só dura dois meses e vai tudo a correr buscar ao baú roupas quentes para aproveitar o frio!
Não precisam de usar naftalina que impesta tudo e mata, na Europa até foi proibida a comercialização, há tantas alternativas à venda sem o cheiro da naftalina (cedro, alfazema, etc).
Está friozinho mas dispenso o cheiro a naftalina!  Bom dia...

Até nos motores de busca









somos descriminadas... Incrível!

Estes cartazes fazem parte de uma campanha para combater o sexismo e a discriminação contra as mulheres na Internet. A agência baseou-se numa pesquisa da empresa de publicidade Memac Ogilvy e Mather Dubai e que usou o processo de busca do site Google para chegar ao resultado.

A sondagem teve como base o processo de completar a frase, usado pelo Google, para facilitar a busca por algum assunto. Nesse caso, a empresa utilizou a frase sugestiva, em inglês, «mulheres devem…».

O director de arte da agência Memac Ogilvy e Mather Dubai, Christopher Hunt, afirmou que todos ficaram chocados com os resultados. Nas opções fornecidas pelo Google para completar a frase estavam «As mulheres devem…calar a boca», «ficar em casa», «não trabalhar» ou «serem escravas».

A ONU afirmou que as buscas feitas pelo Google confirmam a necessidade urgente de se continuar a trabalhar para dar poder e autonomia às mulheres além de promover igualdade de género e direitos.

Já é Natal?


Todos os dias ouvimos "já é Natal, estamos quase no Natal, o Pai Natal vem a casa, gosta de bolachas, posso deixar brinquedos ao menino Jesus e cenouras às renas?".
A minha Loufuzinha anda muito preocupada, tem medo que nos esqueçamos de uma data tão importante. Por mais que lhe diga que não vai nevar em Macau, encolhe os ombros e não acredita...
Este ano o Natal lá de casa está a ser vivido intensamente!
Bons sonhos...


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Daqueles dias




em que podia ser domingo de manhã...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Violência doméstica

Ao criarem uma lei sobre a violência doméstica só faz sentido torná-la num crime
público, caso contrário fica tudo na mesma. Não são só as mulheres alvo de violência, nesses casos é toda a família, criança, velhos, deficientes, tudo!
Aqui fica um video do Secretariado das Nações Unidas sobre a violência doméstica e a necessidade dos Estados e regiões cumprirem acordos internacionais.
Até logo!

Tenho sono



em termos de dormidas, a matenidade dá cabo de mim...
Boa semana!