quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

À primeira vista

Li no outro dia mais um lugar comum sobre a maternidade, qualquer coisa como “se não acreditas no amor à primeira vista é porque ainda não tens filhos”. Como quase todas as frases feitas essa adequa-se a praticamente todos nós.

No momento que vi, toquei e cheirei a minha filha pela primeira vez, desatei num pranto saudável, libertador e emocional. Foi um momento que queria só nosso mas partilhado com toda a equipa médica que deve ver cenas lamechas destas a toda a hora... Até esse momento só a tinha imaginado, o toque, o cheiro a aparência. Antes de a avistar já a adorava e conhecia, o amor de pais para filhos é à primeira, à segunda, à terceira, à n vista.

Desta vez, o parto aproxima-se e eu ansiosa... Enquanto o bebé E. estiver no casulo que é a minha barriga sei que está bem. Só queria fechar os olhos voltar a abri-los e tê-lo nos meus braços, saudável, sereno e em segurança.

Mala da maternidade feita. A lista da tralha completa para um recém-nascido. Organização da casa concluída (refeições, roupas, com quem fica, etc) para que a Loufuzinha tenha uns dias tranquilos enquanto estou no hospital. Lá por casa temos muita sorte e os avós são essenciais.

Despeço-me a cantarolar "ansiedad de tenerte en mis brazos musitando palabras de amor."

Bem suspeitava

Que os blogues portugueses sobre moda eram pagos pela publicidade...Custa a acreditar dadas a recomendações possidónias e o ar dos/das protagonistas a tentar dar um ar "fashion" mas com tiques de reboleira... Por um escrito a recomendar determinado produto recebem x euros.
Shame on you!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Casa de sonho

















Adoro TUDINHO, decoração, luz, espaço, situação, vegetação, cor (se bem que com crianças fosse mais prático ter mais cor para não se verem as dedadas), arquitectura e até a piscina "infinity" com vista para as montanhas libanesas...
Esta casinha modesta situa-se perto de Beirute, propriedade de fim-de-semana de Elie Saab, estilista reconhecido entre as noivas da realeza.
Não está nada mal. Ver mais aqui.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Shea body butter

Shea Body Butter
Depois de experimentar variadas marcas e qualidades de hidratantes (loções, óleos, cremes) cheguei à conclusão que esta "manteiga" da body shop, baratucha, sem cheiro, super oleosa, é a que melhor se adequa à minha pele e gravidez.
Boa semana!

domingo, 27 de janeiro de 2013

Mudança de Lua



Devo estar preste a "desovar", já só penso em bebés...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Amoques


Não consigo entender os indispostos, mal dispostos e trombudos que partilham do entendimento “criar mal estar aos que os rodeiam!”, marcando bem o seu estado de espírito, para que não haja a mínima dúvida do que estão a sentir.

Eu pergunto, é preciso andar com essa tromba de quem tem dividas a cobrar? Seria melhor manterem-se em casa, na penumbra, à espera do lusco fusco ou tentarem meter uma cara alegre de combate a essa tendência negativa... Visto de fora não lucram nada em infernizar a vida do semelhante, muito pelo contrário, só cavam mais fundo o fosso e o sentimento de que se está perante um ser de amoques...

Com esta me despeço, bom fim-de-semana!

Tempo de relaxar

Era o que eu precisava, tempo para descontrair, não ter horas, estar estendida na areia a ouvir preguiçosamente o mar. Ler um livro, reflectir, nada de correrias, tudo zen para me preparar para o parto...
Pode ser que no fim-de-semana ao menos consiga dormir.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

delicioso blogue

http://come-chocolates.blogspot.pt/
A escrita, as histórias, as receitas e a fotografia.

Às 36 semanas



Estou tal e qual a torre de pisa a andar... Totalmente inclinada para o lado direito. Não me perguntem porquê mas não consigo movimentar-me com a postura correcta.
Um bocadinho ansiosa com a ideia do parto.
As roupas de grávida estão no limite e recuso-me a ir comprar mais roupa nesta fase do campeonato. Ando bonita!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Ai o leite!



Prestes a ter um bebé, volta a crise do leite em pó... Não está fácil escolher uma marca para levar para a maternidade para o caso do bebé E. não gostar ou pegar no leite materno. O risco é grande pois uma vez escolhida a marca, ninguém garante que no dia seguinte não esteja totalmente esgotada... Os bebés têm normalmente um paladar exigente e não se adaptam facilmente a novos gostos.

"Tudo porque muitos turistas do Continente vêm a Macau comprar leite em pó, e não apenas porque é mais barato – não confiam no produto que é vendido na China, depois das notícias da existência de leite em pó contaminado."

Percebo bem esse pânico consumista dos turistas, faria o mesmo, mas não é fácil para os residentes não encontrarem a marca escolhida de leite, em lado nenhum, para dar aos seus petizes. Quando a Loufuzinha era de colo, cheguei a encomendar aos meus Pais leite de Singapura, tal era a escassez da marca que lhe agradava o paladar...
Sobre o preço cada vez mais alto ninguém fala mas o maior drama é que não há leite em pó nas farmácias e supermercados. Para os pais é aflitivo! Para quando um banco de leite ou uma reserva para residentes? Este problema tem de ser ultrapassado...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A rever

Ruca comichelas


É assim que a Loufuzinha pede para ver um episódio em que o Ruca está de cama com varicela.
Adora de tal maneira o Ruca e a Rosita que acaba por fazer muitas comparações com o seu dia a dia, tudo é "como o Ruca"... O problema maior é que o Ruca faz birras e a "mamã"  (sofro) não se impõe. Sempre irritantemente compreensiva, muito didática e pedagógica, mete-me cá uns nervos... Acho que vou ali censurar alguns episódios!!!
Até logo...

domingo, 20 de janeiro de 2013

Adulta



Carro respeitável, familiar. Abandonei os chaços, calhambeques e afins, agora é mais carros novos (maldito hábito).
Desde que me tornei Mãe que os destinos de viagem têm de ter obrigatoriamente hospitais decentes. Nunca mais consegui comer favas...
O sono passou a ser leve.
Saír à noite é muito bom, o problema é a manhã seguinte.
Depois de comprar o carro apetecia-me viver na Europa, para podermos fazer fins-de-semana na estrada, sem horas, parar onde apetece, dormir em segurança onde calha, pequenicar.
Stop!
Vou ali aos pandas...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Pavlova divina



Não ficou tão bonita mas a Pavlova de Chocolate que ontem serviu de bolo de aniversário estava qualquer coisa de divinal. Um bolo  à altura da querida aniversariante!
Receita daqui.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Parabéns querida Mãe!

Burning Birthday Candles Photographic Print

O sorriso e as gargalhadas, são exactamente iguais aos dos 30 anos da Mãe.
Que conte muitos mais, bons e em óptima companhia!


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Marc e Eddy Verbessem


A história destes gémeos é tão triste que a vou guardar na memória.

E de repente...




O meu bebé já é uma menina, que gosta de usar tótós para parecer a boneca Dina (do Nódi), quer fazer tudo sózinha como o Ruca, tentar e experimentar, fala pelos cotovelos, gosta de fingir que guia (vrum vrum), constroi frases, ralha, zanga-se, prega partidas, ri-se muito, canta, sabe dizer os números até 10 e lê os números até 9, canta a música "abc" em inglês, vai tomar conta do mano, faz fitas e quer escolher a indumentária para a creche às 8 da manhã...
"Posso experimentar?", "a Mi faz", "o que tás a fazer?", "quero ficar contigo", "não vai trabalhar", "deixa a Mi tentar", "qué ito?", "quero ir passear", são as frases que mais se ouvem na nossa casa. A velocidade com que crescem traz muitas alegrias mas faz também muita impressão aos Pais, caramba!

I feel good

Bom dia, tivesse eu tanta destreza e estaria a dançar assim!
Mais logo, vou buscar o meu novo carro... Foi uma decisão dificil mas o actual nem sequer conseguia abarcar dois carros de bebé na bagageira. Até ter a minha querida filha optei sempre por carros jurássicos, em 13.a mão e a cair de podres, o que a vida muda.
Até logo!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Pera


Sinto-me uma pera grande, gorda, sumarenta, quase a cair da árvore e a estatelar-me no asfalto... Para o que me havia de dar!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Por mim, hoje mesmo fazia-me à estrada



estou precisada de um bocadinho de horizonte...

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Às 34 semanas

pregnancy photo
Continuo cheia de fome...

domingo, 6 de janeiro de 2013

A preguiça anda tão devagar que a pobreza logo a alcança.

Pessoas indolentes, mandrionas, de passo lento e arrastado, que passam o dia a queixar-se de mazelas imaginárias, enquanto falam com vagar sobre os problemas que não teriam se fossem mais activas!

Tiram-me do sério... Como dizia o outro, mandriar é roubar!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Noite de cinema

Já não ia ao cinema desde 2010, mais precisamente Julho, nas últimas férias que passamos antes do nascimento da Loufuzinha...
Para aproveitar as nossas férias de natal, pedimos à querida Avó para tomar conta da petiza e rumamos ao Galaxy para irmos ao cinema. Sala fantástica, poltronas super confortáveis. Só percebemos que os miseráveis eram um musical, depois de os protagonistas abrirem a goela para cantar... Pormenor: odiamos musicais!
Ainda assim, o filme não é mau de todo e valeu a saída para espairecer...
Boa sexta-feira!

Acabar com a cultura de violação da Índia

Opinião:  
"O crime parece incompreensível. A estudante de fisioterapia de 23 anos de idade está morta, 12 dias depois de ter sido violada durante mais de uma hora por seis homens dentro de um autocarro que circulava nas principais estradas da capital indiana. Os ferimentos internos provocados pela barra de ferro que os seus atacantes utilizaram eram tão graves que os médicos tiveram de remover os intestinos na tentativa de lhe salvarem a vida.

Os indianos, ao que parece, esgotaram a sua dose de paciência. Dezenas de grandes manifestações cada vez maisviolentas têm sido realizadas para exigir que o governo garanta a segurança das mulheres e pare de tratar os violadores com impunidade. Enquanto as autoridades procuraram acalmar os protestos - colocando um cordão de segurança no centro de Nova Deli e sujeitando o resto da cidade a restrições de tráfego - a violência intensificou-se. Depois de um polícia morrer, balas reais foram disparadas contra as multidões - matando um jornalista, Bwizamani Singh, e provocando uma repreensão por parte dos Repórteres sem Fronteiras.

Não é somente a alta taxa de violações na Índia, que está a conduzir a virulência dos protestos. Num discurso ardente, Kavita Krishnan, secretária da All India Progressive Women’s Association, expôs a questão mais profunda que está por trás dos protestos: a cultura indiana que culpa a vítima nas questões relacionadas com crimes sexuais. Ela refere que o governo e os agentes policiais insistiram recentemente que a maioria dos violadores não pode ser processada na Índia, porque, como um oficial disse, eles são conhecidos das mulheres atacadas. Outros funcionários têm sugerido publicamente que as próprias vítimas estão “a pedi-las” devido ao facto de circularem na rua a qualquer hora.

Este recuo ao discurso pré-feminista não se limita à Índia. A Itália está a ter um debate similar sobre se o vestuário e o comportamento das mulheres encorajam a violação. Até mesmo na Suécia, os activistas reclamam, os violadores que conhecem as mulheres que atacam não são processados, porque as vítimas não são vistas como “meninas bem-comportadas”.

Krishnan criticou duramente o facto de a taxa de condenação por violação na Índia ter caído dos 46% em 1971 para apenas os 26% de hoje (a qual, note-se, é superior à taxa de condenação do Reino Unido, da Suécia e dos Estados Unidos). Na verdade, o facto de a maioria das violações serem cometidas por homens que são conhecidos das vítimas deveria “apenas tornar mais fácil deter o violador”. Em vez disso, as mulheres que vão à polícia são aconselhadas a não apresentarem queixa. “Pessoas desconhecidas irão começar a surgir do nada e a reunir-se em locais designados para vos explicarem” por que é que esse conselho está correcto.

O problema, Krishnan salienta, começa no topo. No meio dos protestos, o Comandante da Polícia de Deli, Neeraj Kumar, provocou mais indignação, ao sugerir que as mulheres andem com pimenta em pó para deterem os possíveis violadores. E, numa conferência de imprensa, disse que as mulheres não devem andar por aí sem estarem acompanhadas por alguém do sexo masculino. Caso contrário, são as únicas culpadas pelo que lhes possa acontecer.

Presentemente, com os contínuos protestos no rescaldo da morte da vítima, os representantes enfatizam a necessidade de medidas para garantirem a “segurança e a protecção” das mulheres. Mas, tal como Krishnan menciona, “a palavra segurança em relação às mulheres tem sido utilizada demasiadas vezes”. As mulheres indianas têm-na ouvido durante toda a vida. “Significa”, diz ela, “Porta-te bem. Volta para dentro de casa. Não te vistas de determinada maneira. Não vivas em liberdade... Uma série de leis patriarcais e de instituições dizem-nos o que fazer sob o pretexto de nos manterem seguras”.

Os seis homens acusados do ataque no autocarro foram presos e acusados de homicídio e o governo ordenou um inquérito para averiguar como é que os casos de violação são tratados. Mas os críticos do governo continuam cépticos em relação às intenções oficiais, referindo que apenas 600 violações por ano são reportadas na capital, apesar de se estimar que ocorrem milhares de violações anualmente.


A verdade mais profunda que está subjacente aos protestos pode ser encontrada em blogues, onde os jovens indianos, homens e mulheres, lamentam o facto de os guias de viagem alertarem as mulheres, de forma rotineira, sobre o assédio sexual que se infiltra na Índia e de as aconselharem a se movimentarem em grupo. Os filmes, a religião, a música, e as próprias mulheres, são acusados pela violência sexual praticada pelos homens contra as mulheres, mas os violadores não são responsabilizados. Uma “cultura que mima os homens”, como um bloguista referiu, apoia por sua vez uma cultura de violação.

A relação entre a violação, o privilégio masculino e difamação sexual feminina foi um dos principais contributos das feministas na década de 1970 - uma revelação que elas achavam ter sido bem aplicada no debate cultural sobre a violação e na lei. Na Índia - assim como na Itália, na Suécia e em todo o mundo - homens e mulheres que apoiam a liberdade de movimentos e a segurança contra crimes sexuais estão a ser obrigados a travar de novo essa batalha. Espera-se que os protestos na Índia inspirem o Ocidente a competir com a falta de complacência dos manifestantes.

No mundo em desenvolvimento, as mulheres estão em perigo iminente. A escolha pela autonomia e os riscos que acarretam a liberdade de mobilidade coloca-as em conflito com uma aplicação da lei e com uma comunicação social que ainda olham para as mulheres através de lentes pré-feministas: As “meninas bem-comportadas” que ficam em casa não devem ser violadas, enquanto as “meninas malcomportadas” que fazem valer os seus direitos nos espaços públicos são caça legal."

Público/ Project Syndicate