terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

O Amor


O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p´ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber se a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

Fernando Pessoa in «Poesias Inéditas

8 comentários:

  1. Morzinha, que romântica que a menina está hoje.

    O Pessoa (e a Morzinha) que não se ofenda, mas aqui deixo um — muito, muito brega, mas também — elogio ao Amor:

    "Eu não vou negar que sou louco por você
    Tô maluco pra te ver
    Eu não vou negar

    Eu não vou negar sem você tudo é saudade
    Você traz felicidade
    Eu não vou negar

    Eu não vou negar você é meu doce mel
    Meu pedacinho de céu
    Eu não vou negar

    Você é minha doce amada
    Minha alegria
    Meu conto de fada
    Minha fantasia
    A paz que eu preciso pra sobreviver

    Eu sou o seu apaixonado de alma transparente
    Um louco alucinado meio inconsequente
    Um caso complicado de se entender

    É o amor
    Que mexe com minha cabeça
    E me deixa assim
    Que faz eu pensar em você esquecer de mim
    Que faz eu esquecer que a vida é feita pra viver

    É o amor
    Que veio como um tiro certo no meu coração
    Que derrubou a base forte da minha paixão
    E fez eu entender que a vida é nada sem você"

    (Autor conhecido mas ... tenho vergonha de citar ;-)

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  2. Bolha anónima fã, é favor de se identificar... Aposto que é roberto carlos. Cheira-me!

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  3. Se fosse do senhor Roberto Carlos eu não tinha vergonha de citar :o)

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  4. «Fala parece que mente, cala parece esquecer.»

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